sexta-feira, 17 de outubro de 2014

SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA TURMAS DE BERÇÁRIO E MATERNAL

1- Piscinas das Sensações

Objetivo:Desenvolver o tato, paladar, olfato, coordenação motora (preensão manual), socialização com o grupo, proporcionar ao bebê diferentes sensações.


Piscina de macarrão
Piscina pequena redonda
3 Kg de macarrão colorido
Água suficiente para encher a piscina


Piscina de sagu
3 Kg de sagu
1 L de groselha
Piscina de gelatina
10 L de gelatina colorida
Piscina de aveia
10 Kg de aveia em flocos



2- Tapete das sensações

Objetivo:Proporcionar ao bebê o contato com novas texturas e autonomia da exploração, tato (textura), visão (diversidade de cores).

Confeccionar um tapete de 2x2m com os seguintes materiais:
Jeans
Cetim
Gorgorão
Veludo
Soft
Retalhos de malha com bolinhas de isopor no seu interior
EVA
Espuma
Renda
Toalha de banho
Plástico com gel



3-Casinha de celofane

Objetivo: Proporcionar ao bebê diferentes percepções de cores, estimulando a sua visão.

Materiais:
Barraca infantil
Papeis celofane coloridos



4- Bolinhas e quadrados

Objetivo: Propiciar ao bebê o desenvolvimento da coordenação motora, do tato e da visão.

Materiais:
Bolas e quadrados de diferentes texturas, tamanhos, cores e materiais como plásticos, borracha, tecidos e espuma.



5- Fantoches, instrumentos musicais, rodas de histórias e músicas

Objetivo: Propiciar ao bebê o desenvolvimento da coordenação motora e da audição

Materiais:
Fantoches de animais e diferentes personagens.
Instrumentos musicais de plástico.



6- Sachê de odores

Objetivo: Propiciar ao bebê o desenvolvimento do olfato com a diversidade de aromas.

Materiais:
Saquinhos de pano para o bebê sentir o cheiro dos materiais que estarão no seu interior.
Pó de café
Achocolatado em pó
Sucos em pó
Ervas



7-Arte com mingau

Objetivo: Propiciar ao bebê o desenvolvimento da capacidade de se locomover explorando o espaço e as diferentes texturas, incentivando as várias possibilidades de movimento e aprimorando o tato.

Materiais:
Amido de milho
Corante alimentar
Água



8- Hoje é dia de novidade

Objetivo: Propiciar o desenvolvimento do tato, audição e visão com a exploração e descoberta das diferentes formas de manuseio dos objetos, além da socialização com a troca dos materiais entre as crianças.

Materiais:
1 Caixa
Objetos com diversas formas, texturas e tamanhos
Bexiga com um pouco de água dentro
Pedaços de conduíte
Rolos de papel toalha pintados ou encapados
Luvas cirúrgicas com talco dentro
Argolas
Potes de filme fotográfico com miçangas,
Garrafas PET pequenas com pedaços de papeis coloridos,
Espelhinhos
Chocalhos
Tampas de vasilhas
Sachês



9- Chuvinha de papel

Objetivo: Propiciar a socialização, o desenvolvimento da coordenação motora, tato e visão com o manuseio das diferentes texturas dos materiais.

Materiais:
Revistas
Papéis coloridos (cartolina, laminado, espelho)
Jornais velhos



10- Cabaninha transparente

Objetivo: Propiciar o desenvolvimento do tato, visão e audição, com a exploração de diferentes sons e efeitos visuais, com o uso de transparências, cores e texturas; ter controle motor e limites corporais em espaços pequenos, se movimentar e adequar a um espaço que muda de forma quando manipulado.

Materiais:
Tule
Papel celofane
Bambolê
Cola
Tesoura
Elástico
Barbante
Fita dupla face ou crepe
Pequenos ganchos de metal

segunda-feira, 13 de outubro de 2014


PLANO DE AULA: DIA DOS PROFESSORES

Feliz dia dos professores!


Aproveite a data para valorizar o trabalho de todos os profissionais de Educação do país.


Objetivos:
★ Valorizar o trabalho do professor
★ Comemorar o Dia dos Professores

Faixa etária: 4 a 6 anos

 
    O Dia do Professor é comemorado em 15 de outubro no Brasil. A origem da data está em um decreto baixado em 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila) por D. Pedro I, que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, "todas as cidades, vilas e lugarejos deveriam ter suas escolas de primeiras letras". Mas foi somente em 1947, 120 anos após esse decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao professor. Aproveite a data para reforçar o valor e a importância dos professores com o conto a seguir.

Minha professora inesquecível


Um conto de Robson A. Santos



_ Vovô, olha só que lindo o cartão que eu fiz para minha professora! Amanhã é Dia dos Professores e quero levar de presente para ela. O avô parou de ler o jornal, olhando para a neta que trazia nas mãos um cartão feito de guache colorido com o nome “Ana” escrito com glitter dourado. 
_ Ficou lindo, ela vai adorar! 
_ Sabe, vovô, ela é a melhor professora do mundo! Quando entra em sala e começa o dia cantando dá vontade de nem sair de perto dela. O avô se emocionou com as palavras da neta que estava indo para o primeiro ano. Sua cabeça voltou ao tempo, na época em que ele estudava, no antigo curso primário, na terceira série. Como se adivinhasse o pensamento do avô... 
_ Vovô, o senhor teve alguma professora que foi inesquecível em sua vida? O avô deu um sorriso, colocou a neta no colo e começou a contar:
_ Quando eu era criança, na terceira série, tive uma professora que se tornou inesquecível em minha vida. Ela se chamava Arlete, Dona Arlete ou Tia Arlete como costumávamos chamá-la. 
_ E como ela era?
_ Ela era baixinha com o cabelo encaracolado e loiro. Usava maquiagem e vinha sempre muito bonita dar aulas. Era brava e exigente. Na primeira semana de aula eu chorava todo dia, pois não queria ter aulas com ela. Dizia que ela era muito brava e que eu queria outra professora, mas minha mãe não quis saber e me deixou ali naquela sala mesmo. Eu tinha medo dela.
_ E por isso ela é inesquecível? 
_ Calma que eu chego lá! Conforme as aulas iam acontecendo, algumas vezes, na hora de ir embora ela pegava seu ônibus perto de minha casa e acompanhava minha mãe e eu. Eu ia bem quietinho! Um dia ela falou para minha mãe que se ela quisesse não precisaria me buscar, pois ela me deixaria em casa todos os dias. Rezei para minha mãe não concordar, mas não tive sorte e minha mãe combinou com ela. E assim, todos os dias, a Dona Arlete me levava até o portão de casa, me dava um beijo e ia pegar seu ônibus. 
_ E o senhor, vovô? Ficava quietinho? 
_ No começo eu ficava, mas conforme o tempo foi passando eu comecei a conversar com ela e não é que descobri que eu gostava demais daquela professora? Em sala de aula ela me ajudava com a lição, dava bronca quando eu conversava demais, mas aprendi muito na terceira série. _ E o que o senhor gostava mais de aprender? 
_ A Matemática! Adorava as aulas de Matemática e com ela aprendi tabuada e nunca mais tive dificuldades nas minhas lições. Ah, tinham também umas aulas em que ela colocava um cartaz com um desenho ou foto e nós inventávamos várias histórias. Eu adorava escrever e ela sempre me incentivou para isso. 
_ É por isso que o senhor virou escritor, vovô?
_ Pode até ser! Eu acredito que ela foi muito importante para que eu gostasse de escrever tanto como gosto até hoje. Mas para escrever bem ela sempre me falava que eu tinha que ler bastante e me indicava bons livros. Livros de histórias, aventuras, poesias e até gibis. Eu passava horas e horas lendo. Tinha uma poesia do Manuel Bandeira que contava a história de um pardalzinho com a asa quebrada. O menino cuidou dele, deu água e comida, mas mesmo assim ele morreu porque estava preso. E no final, o que eu achava muito legal, era que ele tinha voado para o céu dos passarinhos. 
_ Que lindo, vovô, vou até desenhar um pardal no cartão da minha professora. Mas, vovô, e a Dona Arlete, ainda dá aulas? O avô riu da ingenuidade da neta que não tinha noções de contas ou do passar dos anos. Uma lágrima brilhou em seus olhos, coração apertado de saudade, e ele respondeu: 
_ Ai, minha neta querida, eu acho que a minha professora inesquecível, a Dona Arlete ainda dá aulas, sim, mas lá no céu dos passarinhos.


    Que tal agora ajudar os alunos a preparar uma caixa-cartão para o Dia dos Professores?




quarta-feira, 1 de outubro de 2014

ÉDOUARD CLAPARÈDE, UM PIONEIRO DA PSICOLOGIA INFANTIL

Édouard Claparède cientista suíço defendia a necessidade de estudar o funcionamento da mente infantil e de estimular na criança um interesse ativo pelo conhecimento


    Na história da educação, o nome do psicólogo suíço Édouard Claparède (1873-1940) se encontra num ponto de confluência de várias correntes de pensamento. Em sua formação, ele absorveu influências tanto da filosofia como da ciência da época. E sua obra favoreceu o desenvolvimento de duas das mais importantes linhas educacionais do século 20, a Escola Nova, cuja representante mais conhecida foi Maria Montessori (1870-1952), e o cognitivismo de Jean Piaget (1896-1980), que foi seu discípulo. 

    Muitos pensadores antes de Claparède pregaram a importância de, na prática pedagógica, se levar em conta os processos mentais e a evolução das crianças, mas o faziam de um ponto de vista eminentemente intuitivo. Claparède, ao contrário, tinha formação em medicina e pretendeu construir uma teoria científica da infância. 

    Na introdução de seu livro Psicologia da Criança e Pedagogia Experimental, o psicólogo diz que o ensino precisaria se basear no conhecimento das crianças tanto quanto a horticultura se baseia no conhecimento das plantas. "Ele achava que a educação deveria passar por uma ‘revolução copernicana’, deixando de ter o professor como centro para gravitar em torno do aluno", diz Regina Helena de Freitas Campos, professora de psicologia da educação da Universidade Federal de Minas Gerais.


Adequação ao ambiente
    Claparède defendia uma abordagem funcionalista da psicologia, pela qual o ser humano é, acima de tudo, um organismo que "funciona". Os fenômenos psicológicos, para ele, deviam ser abordados "do ponto de vista do papel que exercem na vida, do seu lugar no padrão geral de comportamento num determinado momento". Com base nisso, o pensamento é tido como uma atividade biológica a serviço do organismo humano, que é acionado diante de situações com as quais não se pode lidar por meio de comportamento reflexo. "Claparède defendia o estudo dos processos psicológicos como funções de adaptação ao ambiente", afirma Regina Campos.

    Esse raciocínio levou Claparède a formular a lei da necessidade e do interesse, ou princípio funcional, que o tornou conhecido. Segundo ela, toda atividade desenvolvida pela criança é sempre suscitada por uma necessidade a ser satisfeita e pela qual ela está disposta a mobilizar energias. "O interesse é considerado a tradução psicológica da necessidade do sujeito", explica Regina Campos. Cabe então ao professor colocar o aluno na situação adequada para que seu interesse seja despertado e permitir que ele adquira o conhecimento que vá ao encontro do que procura. 

    "É a necessidade que põe em movimento os indivíduos - animais e homens - e que faz vibrar os estímulos interiores para suas atividades", escreveu Claparède. "É isso que se pode notar em todo lugar e sempre, exceto, é verdade, nas escolas, porque estas estão fora da vida."


Aprendizado ativo
    Claparède criticava a escola de seu tempo com os mesmos argumentos do filósofo norte-americano John Dewey (1859-1952) - com quem compartilhava a pregação por uma escola que chamavam de "ativa", na qual a aprendizagem se dá pela resolução de problemas - e dos pedagogos do movimento da Escola Nova. Todos eles condenavam a escola tradicional por considerar o aluno como receptáculo de informações e defendiam a prioridade da educação sobre a instrução. "O saber não tem nenhum valor funcional e não é um fim em si mesmo", defendia Claparède.

    Surge com esses pensadores a noção de que a atividade, e não a memorização, é o vetor do aprendizado. Daí a importância que Claparède conferia à brincadeira e ao jogo. Eles seriam recursos na estratégia de despertar, no ambiente da escola, as necessidades e os interesses do aluno. "Seja qual for a atividade que se queira realizar na sala de aula, deve-se encontrar um meio de apresentá-la como um jogo", sugeriu Claparède. "Ele sustentava a idéia, totalmente nova para sua época, de que o sujeito psicológico é um sujeito ativo", diz Regina Campos. Segundo o psicólogo, conforme a criança cresce, a idéia de jogo vai sendo substituída pela de trabalho, seu complemento natural. 

    Como os demais defensores da escola ativa, Claparède condenava o ensino de seu tempo por não dar suficiente infra-estrutura aos educadores para uma prática profissional metódica, amparada pela ciência e que permitisse a atualização constante. Mas ele tinha uma visão bem mais utilitária da escola do que seus pares. Em vez de dar à criança condições de viver da melhor forma possível a infância, ele acreditava que a escola deveria priorizar o "rendimento" do aluno, ou seja, justificar os recursos fartos que, naquela época, os governos europeus começavam a canalizar para a educação. A escola, segundo Claparède, deveria formar bons quadros profissionais para servir a uma sociedade que investia nessa formação. O cientista defendia até uma atenção diferenciada para os estudantes que se revelassem mais aptos, de tal forma que pudessem ser submetidos a exigências maiores em classes constituídas apenas de "bons alunos".
 

Escolas talhadas para os alunos 
    Claparède justificava sua proposta de uma "escola sob medida" (título de um de seus livros) dizendo que, na impossibilidade de haver uma escola para cada criança ou para cada tipo de inteligência, o sistema mais próximo disso seria o que permitisse a cada aluno "reagrupar o mais livremente possível os elementos favoráveis ao desenvolvimento de suas condutas pessoais". Para isso, o psicólogo pregava reduzir o currículo obrigatório a conteúdos suficientes para a transmissão de um conhecimento que constituísse "uma espécie de legado espiritual de uma mesma geração", deixando a maior parte do período letivo para atividades escolhidas pelo próprio aluno. Claparède recomendava ainda a adoção de outras estratégias, isoladamente ou combinadas, para o melhor aproveitamento das potencialidades intelectuais dos alunos, como as classes paralelas (uma para os estudantes mais inteligentes, outra para aqueles com maior dificuldade de aprendizado) e as classes móveis (que dariam a possibilidade de um mesmo aluno acompanhar diferentes disciplinas em ritmos diferentes, mais acelerados ou mais lentos, de acordo com suas aptidões).


Para pensar
    Com sua abordagem funcionalista, Claparède foi um dos primeiros cientistas a chegar a uma conclusão a que outros pensadores, de diferentes escolas, também chegaram: o que diferencia o ser humano dos outros animais é a capacidade de transformar a natureza (e os ambientes que o cercam em geral). "É isso que produz cultura", diz a psicóloga Regina Campos. Portanto, é preciso promover atividade na escola para que as crianças construam seu acesso ao aprendizado. Você, professor, costuma ter isso em mente? Você tem o hábito de observar que tipo de atividade faz com que seus alunos transformem necessidade em interesse? E costuma dar condições para que eles possam satisfazer a curiosidade?



Quer saber mais?
Dicionário Biográfico da Psicologia no Brasil, Regina Helena de Freitas Campos (org.), 464 págs., Ed. Imago, tel. (21) 2242-0627, 88 reais 

Educação Funcional, ÉdouardClaparède, 322 págs., Cia. Ed. Nacional (edição esgotada) 

Psicologia da Criança e Pedagogia Experimental, ÉdouardClaparède, 539 págs., Ed. do Brasil (edição esgotada)

ATIVIDADES PARA TRABALHAR AS ELEIÇOES